Josefran Martins da Silva
FaSerra – Instituto de Ensino Superior Blauro Cardoso de Mattos
Frahmartinius@gmail.com
MsC Josefran Martins da Silva – Universidade Federal do Amazonas
RESUMO
A história do suprimento energético para Manaus, inicia na década de 1980, quando a Eletronorte construiu a usina hidrelétrica de Balbina, situada no rio Uatumã (afluente da margem esquerda do Amazonas), no estado de mesmo nome.
A hidrelétrica de Balbina foi projetada para assegurar o suprimento energético de Manaus, complementando o parque termelétrico existente na capital amazonense. Localizada em plena floresta amazônica, a aproximadamente 150 km ao norte de Manaus, a usina começou ser construída em 1981. Em fevereiro de 1989, começou a gerar energia com a capacidade plena de 250MW, já no ano seguinte. (https://memoriadaeletricidade.com.br/artigos/125160/eletronorte-50-anos).
Somente em julho de 2013, o estado do Amazonas foi integrado ao Sistema Interligado Nacional – SIN, por um sistema de transmissão em 500kV, com cerca de 1.400 km de extensão pela margem esquerda do rio Amazonas, a partir da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. (https://www.ons.org.br>multimidia>RA2014_ONS).
Até então, Manaus fazia parte de um sistema isolado, cuja autonomia para intervenção e manutenção nos equipamentos de potência, passaram a ser controlados pelo Operador Nacional do Sistema – ONS. (O ONS é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados do país, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel. (A Aneel é responsável por fiscalizar e regular a produção, transmissão, comercialização e distribuição de energia elétrica no território nacional).
Com a perda dessa autonomia, e o controle das manutenções pelo ONS, cresce a preocupação com o gerenciamento de riscos ocupacionais nas manutenções do sistema elétrico de Manaus.
De forma genérica, nas organizações, o gerenciamento de risco, é fator preponderante para proporcionar ao trabalhador uma ambiente saudável e seguro não se limitando somente a higiene ocupacional, mas buscando ampliar o escopo do monitoramento dos riscos, para atender a legislação de segurança e saúde do trabalhador, contemplada na Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador – PNSST, implantada e executada pelos Ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência Social. A preocupação com a exposição aos riscos ocupacionais em equipamentos de subestação e linhas de transmissão, submetidos a intervenção, nos leva a apresentação de uma proposta para atenuar a exposição aos riscos ambientais, mecânicos e ergonômicos, nesta fase do processo de transmitir energia elétrica, no Sistema Elétrico de Potência – SEP, cuja circulação de energia elétrica é feita em grandes blocos, e em tensões superiores a 138kV.
Palavras-chave: riscos ocupacionais, SEP, ONS, PNSST, subestação, linha de transmissão, riscos ocupacionais.
ABSTRACT
The history of energy supply to Manaus begins in the 1980s, when Eletronorte built the Balbina hydroelectric plant, located on the Uatumã river (a tributary on the left bank of the Amazon), in the state of the same name. The Balbina hydroelectric plant was designed to ensure the energy supply of Manaus, complementing the existing thermoelectric park in the capital of Amazonas. Located in the middle of the Amazon forest, approximately 150 km north of Manaus, the plant began to be built in 1981. In February 1989, it began generating energy with a full capacity of 250MW, the following year. (https://memoriadaeletricidade.com.br/artigos/125160/eletronorte-50-anos).
Only in July 2013, the state of Amazonas was integrated into the National Interconnected System – SIN, through a 500kV transmission system, approximately 1,400 km long along the left bank of the Amazon River, starting from the Tucuruí Hydroelectric Plant. (https://www.ons.org.br>multimidia>RA2014_ONS).
Until then, Manaus was part of an isolated system, whose autonomy for intervention and maintenance of power equipment began to be controlled by the National System Operator – NSO. (The NSO is the body responsible for coordinating and controlling the operation of electrical energy generation and transmission facilities in the National Interconnected System (SIN) and for planning the operation of the country’s isolated systems, under the supervision and regulation of the National Energy Agency Electrical – Aneel. (Aneel is responsible for monitoring and regulating the production, transmission, commercialization and distribution of electrical energy in the national territory).
With the loss of this autonomy, and the control of maintenance by the ONS, concern grows with the management of occupational risks in the maintenance of the Manaus electrical system.
Generally speaking, in organizations, risk management is a preponderant factor in providing workers with a healthy and safe environment, not limited only to occupational hygiene, but seeking to expand the scope of risk monitoring, to comply with health and safety legislation. worker, included in the National Occupational Safety and Health Policy – NOSHP, implemented and executed by the Ministries of Labor and Employment, Health and Social Security. Concern about exposure to occupational risks in substation equipment and transmission lines, subject to intervention, leads us to present a proposal to mitigate exposure to environmental, mechanical and ergonomic risks, at this stage of the process of transmitting electrical energy, in Electrical Power System – EPS, whose electrical energy circulation is carried out in large blocks, and at voltages above 138kV.
Keywords: occupational risks, SEP, ONS, PNSST, substation, transmission line, occupational risks.
- INTRODUÇÃO
A energia elétrica, percorre diveros caminhos, antes de chegar ao consumidor final, seja ele industrial, comercial, residencial ou poder público, passando por diversas fases. Nesse contexto, abordaremos a fase da transmissão da energia, processada em grandes blocos em níveis de tensão igual ou superior a 138kV, o que nos leva a aumentar a preocupação e os cuidados com a exposição dos trabalhadores aos riscos ocupacionais, como: riscos ambientais, ergonômicos e mecânico.
Abordaremos principalmente, o tempo de exposição dos trabalhadores a esses riscos ocupacionais, consistindo no levantamento de dados estatísticos em ordens de serviços já executadas, assim como no acompanhamento de campo de atividades programadas.
As informações levantadas serão consubstanciadas, tabuladas, analisadas e serão adotadas como parâmetros para proposição de ações que visem atenuar a exposição dos trabalhadores aos riscos ocupacionais, nesta fase do SEP, reduzindo-se a possibilidade de ocorrências de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais.
- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A energia elétrica é uma das fontes de energia mais importantes para a sobrevivência do ser humano. A eletricidade tornou-se uma das fontes mais ágil e apropriada de energia, havendo muitas mudanças na sociedade em relação a modernização, possibilitando geração de novas tecnologias, e tornando-se um recurso fundamental para o crescimento e desenvolvimento socioeconômico. Esse desenvolvimento socioeconômico em relação a energia elétrica vem mostrando que quanto maior a disponibilidade energética, maior a prosperidade de uma sociedade (TRIGOSO, 2004).
A eletricidade é transportada e chega aos consumidores por meio de sistema elétrico complexos, e composto de quatro etapas: Transmissão, Distribuição, Geração e consumo (ELETROBRAS, 2016).
As etapas que compõe o processo desde a fase de geração, térmica ou hidráulica, até a fase de consumo, passa por um estágio importante que são as subestações, que tem a função de interligar o sistema. A operação e manutenção, requer o cumprimento de procedimentos, de modo que o trabalhador envolvido nesse processo, passe por rigoroso acompanhamento psicológico, capacitação e reciclagem em trabalhos com eletricidade e trabalho em altura, pois fazem dessa atividade, uma das mais criteriosas, em termos de adoção de procedimentos e rigorosos padrões.
Quanto aos níveis de tensão elas pode ser subdividida em de manobra, elevadora ou abaixadora. Quanto ao tipo de instalação, pode ser projetada para dois ambientes ao tempo/externa ou abrigada/interna. E quanto ao tipo de comando que são subestações com comando, semi-automatizadas e automatizadas (MUZY, 2012).
Do ponto de vista institucional, a operação e manutenção desta fase do Sistema Elétrico de Potência (SEP), requer o cumprimento de ordens e autorizações, emanadas do Operador Nacional do Sistema (ONS), (O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados do país, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). a fim de que o planejamento seja obedecido e assim cumprido os horários previamente estabelecidos para execução de serviços, contando sempre com a variável clima, cuja umidade para a nossa região é sempre alta, sendo portanto necessário o monitamento da umidade relativa, que não deve ser superior a 80%, afim de se evitar choque por indução.
Um corpo carregado pode atrair outros que não estejam carregados, pois ele pode induzir carga na superfície do objeto inicialmente descarregado. Trata-se da eletrização por indução, em que o contato entre os corpos não é obrigatório. Como por exemplo, considere uma nuvem carregada eletricamente durante uma tempestade. A nuvem irá induzir na superficie cargas de sinais opostos, criando um campo elétrico entre ela e a superficie. Se o campo elétrico for muito intenso, o ar pode funcionar como condutor de eletricidade e teremos uma descarga elétrica muito forte, conhecida como raio. Veja figura 1. (GEBRAN, 2014)
A Figura 2 nos mostra, de forma esquemática, o que chamamos de sistema elétrico de potência, que engloba a geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica. (GEBRAN, 2014)
O cumprimento do planejamento elaborado pela equipe de manutenção, com obediência ao cronograma para início do serviço, compreendendo as manobras de isolamento para desenergização, contemplando as medidas de controle de risco elétrico, conforme consta da Norma Regulamentadora N0 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, do Ministério do Trabalho e Previdência Social, do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Brasília, DF, 1978. Disponível em: https://enit.trabalho.gov.br /portal/index, até a liberação dos equipamentos para manutenção, evita a exposição desnecessária aos fatores de riscos ambientais, físicos e principalmente mecânico, acima do tempo planejado, reduzindo-se a probabilidade da ocorrência de acidentes.
O trabalho ora apresentado, utilizou como base o arquivo de registros de ordens de manutenções realizadas no período de janeiro a dezembro de 2023, contemplando as atividades mais significativas, que em sua maioria exigiu o isolamento dos equipamentos sob intervenção, para execução das atividades.
Figura 1 – Os raios são exemplos de eletrização por indução.
Fonte: Gebran (2014)
Figura 2 – Esquema de um sistema elétrico de potência.
Fonte: Gebran (2014)
Figura 3 – Vista aérea da Subestação Lechuga 500/230/138kV, integrante do sistema de interligação da UHE Tucuruí/Manaus, por meio de uma Linha de Transmissão de 500kV em circuito duplo. |
Fonte: Aldemir Machado (2023)
Figura 4 – Exposição a riscos ocupacionais, no topo do autotransformador de 230/138kV. | Figura 5 – Vista angular do autotransformador de 230/138kV, sob manutenção. |
Fonte: Autor (2023)
Figura 6 – Termohigrômetro, utilizado para monitoramento de umidade relativa do ar. | Figura 7 – Verificação de ausência de tensão, realizada por meio de detector de tensão. |
Fonte: Autor (2023)
Figura 8 – Engate dos condutores da linha de 138kV, com o pórtico da subestação, com auxílio de caminhão guindauto. | Figura 9 – Fase de lançamento e engate de cabos condutores de uma linha de 138kV. |
Fonte: Autor (2023)
Figura 10 – Faixa de servidão da Linha de Transmissão em 230kV, para acesso e manutenção da linha. | Figura 11 – Estruturas autoportantes do circuito simples e duplo, sobre a floresta primária densa. |
Fonte: Aldemir Machado (2023)
Figura 12 – Quadriciclos, utilizados pela equipe de linhas, como alternativa para trechos de difícil acesso. | Figura 13 – Acesso a faixa de servidão da linha de transmissão, bloqueado por árvores caídas. |
Fonte: Aldemir Machado (2023)
Figura 14 – Trecho do acesso a faixa de servidão da linha de transmissão, bloqueado por queda de árvores. | Figura 15 – Técnico da equipe de linha de transmissão, desbloqueando acesso a faixa de servidão. |
Fonte: Aldemir Machado (2023)
- METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
Foi realizado um estudo de caso, que consistiu no levantamento de todas as ordens de serviços registradas no Sistema SAP/R3, da empresa Eletronorte Eletrobras no ano de 2023, para a Subestação Lechuga e linhas associadas, instalações objeto do estudo, bem como observações de campo, durante a intervenção em equipamentos de potência, pelas equipes de manutenção elétrica ou mecânica.
Foram levantados e identificados todos os riscos existentes, bem como todas as medidas de controle compostas de equipamentos de proteção coletiva e de proteção individual, utilizadas para atenuar a exposição aos riscos.
Durante o levantamento utilizou-se as etapas de reconhecimento e avaliação dos riscos, para se propor o controle e monitamento dos mesmos.
3.2 OBJETIVO GERAL
Apresentar proposta de ações que possam atenuar o tempo de exposição aos fatores de riscos ocupacionais, por meio de ações a serem implementadas em cada fase do planejamento.
3.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Coletar em ordens de serviços, informações gerais de manutenções realizadas;
- Identificar por meio de acompanhamento de manutenções em campo, o tempo de exposição aos fatores de riscos ocupacionais;
- Analisar e tabular os dados estatísticos coletados, nas ordens de serviços, para quantificar tempo médio de manutenção versus tempo de exposição;
- Propor soluções para redução do tempo de exposição. (explicativa) (uma tabela de ação, autor próprio, 2024, para uma amostragem visual acompanhada de uma explicação mais longa).
3.4 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
A pesquisa bibliográfica envolveu a consulta e revisão de literatura existente sobre manutenção em subestações de energia elétrica, principalmente em subestações energizadas.
Foram consultados livros, artigos científicos, Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Previdência Social, acervo técnico do ONS e da própria Eletrobras, além de outros documentos relevantes.
3.5 ANÁLISE DOCUMENTAL
Nesta fase foram consultadas todas as ordens de serviços executadas e encerradas no ano de 2023, registradas no Sistema SAP/R3.
Constavam como anexos das Ordens de Serviços encerradas, o planejamento da atividade, desenhos unifilares da subestação, assim como a Análise Preliminar de Risco (APR).
Mostra-se a seguir a Tabela 1, com as informações das manutenções do ano de 2023, das ordens de serviço, em intervenção em linhas de transmissão e equipamentos de potência de subestações, como: transformadores de potência, transformadores de corrente, para-raios, chaves seccionadoras, disjuntores, autotransformadores etc.
Tabela 1 – Descritivo do serviço executado.
Serviço Executado | Data de Execução | Horas de Exposição | Riscos Ocupacionais | Ocorrência de Acidente | ||||
Físico | Químico | Biológico | Ergonômico | Mecânico | ||||
Retirada de ponto quente do Transformador de Corrente de 230kV, nas fases A, B e V da Subestação Lechuga. | 07.02.23 | 8h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | -x- | Postura inadequadaEsforço físicoRitmo excessivo | QuedaExplosãoArco voltáicoChoque elétrico | Não. |
Reposição de cabos de aterramento, no cubículo do Disjuntor de 13,8kV da Subestação Lechuga. | 23.03.23 | 5h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | -x- | Postura inadequadaEsforço físico Ritmo excessivo | QuedaExplosãoArco voltáicoChoque elétrico | Não. |
Troca da mola de carregamento do motor do Disjuntor de 230kV da Subestação Mauá Três. | 12.03.23 | 8h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | Poeiras | Postura inadequadaEsforço físicoRitmo excessivo | Queda desnívelExplosãoChoque elétrico | Não. |
Reposição de cabos de aterramento do autotransformador número 2, da Subestação Lechuga. | 06.04.23 | 3h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | Parasitas | Postura inadequadaEsforço físico Ritmo excessivo | Queda mesmo nível.ExplosãoChoque elétrico | Não. |
Troca da mola de carregamento do motor do Disjuntor número 5 de 230kV da Subestação Mauá Três. | 07.05.23 | 7h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | Poeiras | Postura inadequadaEsforço físicoRitmo excessivo | Queda desnívelExplosãoChoque elétrico | Não. |
Troca Micro Switche do acionamento do motor do Disjuntor número 5 de 230kV da Subestação Mauá Três. | 07.10.23 | 8h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | Poeiras | Postura inadequadaEsforço físico Ritmo excessivo | Queda desnívelExplosãoChoque elétrico | Não. |
Retirada de ninhos de pássaros nas chaves seccionadoras de barras número 35, 39 e 43 de 230kV. | 08.11.23 | 8h | CalorUmidadeRadiação não ionizante | -x- | PoeirasParasitas | Postura inadequadaEsforço físico | Queda desnívelExplosãoChoque elétrico | Não. |
Patrulhamento terrestre da linha de transmissão 230kV, circuito simples e duplo. | 21.11.23 | 15h | CalorUmidade | -x- | ParasitasFungosAnimais peçonhentos | Postura inadequadaEsforço físico | Queda desnívelCorteUso de moto serra | Não. |
Fonte: Autor
- RESULTADOS
Conforme demonstrados nos gráficos 01 e 02, o maior percentual de exposição aos riscos ocupacionais, foram os físicos, ergonômicos e mecânicos, em função da natureza da atividade, que se constitui de manutenção elétrica ou mecânica, em equipamentos de potência de subestação, em pátios de subestação energizadas.
Desta forma é possível definir as medidas de controle em função dos riscos, assim como os equipamentos de proteção adequados, além do que é possível adotar medidas administrativas de controle do tempo de exposição, em consonância com o preconizado na Norma Regulamentadora N0 01 (NR-01), do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Brasília, DF, 1978. Disponível em: https://enit.trabalho.gov.br /portal/index.
O Gráfico n0 1, mostra a média de horas a exposição a riscos ocupacionais, pela equipe de manutenção de linhas e subestação, durante o ano de 2023. Fica evidenciado que os riscos físicos, mecânicos e ergonômicos, estão presentes em todas as atividades de manutenção de equipamentos. Logo, as ações imediatas para diminuir a exposição aos riscos ocupacionais, devem priorizar essas categorias de riscos, por meio de diversas ações, das quais passamos a enumerá-las.
- Realização de visita de campo, para conhecer e discutir o serviço “in loco”;
- Elaboração do planejamento da atividade por etapa, baseado na visita de campo;
- Definição do tempo de início e fim de execução do serviço, de acordo com o grau de complexidade da manutenção;
- Definição e inspeção de máuinas e equipamentos a serem utilizados;
- Definição e inspeção dos Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual a ser utilizado, adequados aos riscos ocupacionais existentes;
- Definição dos membros da equipe, assim como do papel de cada membro na atividade;
- Cumprimento do limite da umidade relativa do ar, fixada em 80% subestação e 70% para linhas de transmissão.
Gráfico n0 1 – Horas de exposição aos riscos ocupacionais em 2023.
Fonte: Autor (2024)
O Gráfico n0 2, mostra o percentual médio de exposição no ano de 2023, por categoria de riscos, tomando como parâmetro a carga horária anual de um trabalhador. (2.420 horas, excluindo mês de férias).
Gráfico n0 2 – percentual médio de exposição no ano de 2023.
Fonte: Autor (2024)
- CONCLUSÃO
Desse forma, conclui-se que as atividades de manutenção de linhas de transmissão e em subestações energizadas, além dos riscos ambientais e físicos, estão presente também os riscos ergonômicos, representados pela pressão psicológica, que estão submetidas as equipes de manutenção, para não serem penalizados por descumprimentos de prazos que podem redundar em multas, além da variável climáticas, onde na região amazônica predomina o clima tropical quente e úmido, e a umidade relativa do ar, deve constantemente ser monitorada, para que não se execute manutenções com a umidade relativa do ar, superior a 80% em caso de subestações e 70% no caso de linhas.
No que tange ao resgate das informações registardas no sistema SAP/R3 (software que registra e processa dados de registro de manutenção dos equipamentos, em uma só plataforma), foi concluída com êxito, o que permitiu processar e analisar todas as informações necessárias ao desenvolviemtno do artigo.
REFERÊNCIAS
GEBRAN, Amaury Pessoa – Manutenção e Operação de Equipamentos de Subestações. Porto Alegre: Bookman, 2014.
NR-01, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Previdência Social. NR-01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
NR-06, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Previdência Social. NR-06 – Equipamento de Proteção Individual.
NR-09, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Previdência Social. NR-09 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos.
NR-10, Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e Previdência Social. NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
Norma de Higiene Ocupacional: NHO 06: procedimento técnico: avaliação da exposição ao calor / Fundacentro; 2a. ed. – São Paulo: Fundacentro, 2017.
MUZY, G. L. C. de O. Subestações Elétricas. 122 p. Dissertação (Graduação em Engenharia Elétrica) — Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012. 16
TRIGOSO, F. B. M. Demanda de energia elétrica e desenvolvimento socioeconômico: o caso das comunidades rurais eletrificadas com sistemas fotovoltaicos. 336 p. Dissertação (Pós-graduação em Energia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. 18