PROJECT SIZING HORIZONTAL LIFELINE TYPE COLLECTIVE PROTECTION DUE TO IMPEDATION AND CAPTURE DUE TO FALLS.
Felipe Nicolas V. sena1
Jardel Claudino²
RESUMO
A situação e as circunstâncias os acidentes de trabalho relacionados a quedas com diferença de nível, cada vez mais na construção civil, tem sido umas das principais causas de mortes, A falta de procedimentos necessários para a eliminação dos perigos, decorrentes do trabalho em altura, ainda é muito precária. Diante disso, o presente estudo tem como tema projeto dimensionamento proteção coletiva tipo linha de vida horizontal por impedimento e captura por queda, ou seja, um dispositivo de segurança para trabalho em altura, pela perspectiva da Engenharia Mecânica e das normas de segurança de trabalho. A norma regulamentadora NR-35, estabelecida pelo Ministério do Trabalho, apresenta as condições essenciais para o trabalho em altura, como forma de garantir a segurança e saúde dos empregados. Porém, para utilização de equipamentos de segurança, é necessário a realização do dimensionamento e projetos muito bem detalhado para evitar erros de análises. O cinto de segurança, para trabalhos em altura que exigem o deslocamento do trabalhador, ou em locais onde não exista possibilidade de fixação do cinto sem o cabo-guia. Diante Do exposto, é muito importante a implementação de um dimensionamento seguro, devido aos riscos de acidente que os colaboradores estão expostos ao realizar o trabalho em altura, que seja capaz de mapear todas as probabilidades existentes e, assim, garantir a proteção dos indivíduos relacionados.
Palavras-chave: Linha de vida; NR-35; Segurança do trabalho, Construção Civil.
INTRODUÇÃO
A situação e as circunstâncias os acidentes de trabalho relacionados a quedas com diferença de nível, cada vez mais na construção Civil, tem sido umas das principais causas de mortes, A falta de procedimentos necessários para a eliminação dos perigos, decorrentes do trabalho em altura, ainda é muito precária. Diante disso, o presente estudo tem como tema projeto dimensionamento proteção coletiva tipo linha de vida horizontal por impedimento e captura por queda
Linha de Vida é o nome dado a estrutura onde é conectada o elemento de ligação, que pode ser o talabarte, trava quedas ou corda, no cinto de segurança do trabalhador. É considerado um Equipamento de Proteção Coletiva (EPC), uma vez que suporta mais de um colaborador simultaneamente, na maioria dos sistemas.
Na construção civil a Linha de Vida é um equipamento fundamental para a segurança dos colaboradores que atuam no Trabalho em Altura. O profissional que trabalha com o suporte da Linha de Vida precisa estar devidamente amparado pelo Equipamento de Proteção Individual antiqueda. É necessário a utilização de cintas, cordas, bloqueadores automáticos, mosquetões, calçados de segurança e até mesmo capacete e luvas Isso porque permite que o trabalhador se locomova em segurança quando está trabalhando a mais de dois metros de altura do chão.
De acordo com Armando (2008, p.15) Segurança do Trabalho:
O Técnico de Segurança do Trabalho é o principal promotor das ações de segurança no trabalho, por dedicar-se exclusivamente à função de prevenir acidentes. É único profissional que tem como profissão a segurança e saúde do trabalho, mesmo com relação aos demais componentes do SESMT – O Técnico de Segurança do Trabalho é o profissional voltado a prevenção para a acidentes de qualquer natureza, com a competência e habilidades para trabalhar em qualquer segmento produtivo do País, desde as atividades nas áreas rurais, urbanas, extração de petróleo e gás, até segmentos com muita complexidade, na prevenção de acidentes
Vale realçar importância da redução do risco de acidentes na obra. O apontamento e análise dos aspectos positivos e negativos também é proveitoso para as empresas de Segurança no desenvolvimento do Equipamento de Proteção Coletiva.
MATERIAIS E MÉTODOS
O método de estudo – projeto de linha de vida ,contratante: Amazon Aço. obra: instalações da amazon aço, local rua prof. abílio alencar, 216, alvorada – manaus – am. elaborou-se um fluxograma para melhor entendimento:
1. Coleta de dados – Tema exposto – |
2. Visita no local da obra |
3. Consulta na Internet – Relacionado ao Tema |
4. Experiência Profissional DCDD |
5. Revisão de LiteraturaDCDD |
Área de Estudo e Coleta de Dados
Trata-se de um projeto Número de Trabalhadores na área a proteger: 05
Número de Trabalhadores por lance: 02
Posição de Trabalho: Em pé.
Peso máximo do trabalhador com ferramentas: 100,00 kgf.
O projeto deverá contemplar toda área de operação da indústria conforme mencionado abaixo:
- LINHA DE VIDA HORIZ. 01 à 8 linhas de vida com comprimento de ancoragem entre 6,5 m
- LINHA DE VIDA HORIZ. 02 à 4 linhas de vida com comprimento de ancoragem entre 12,80 m
- LINHA DE VIDA HORIZ. 03 à 8 linhas de vida com comprimento de ancoragem entre 6,50 m
- Comprimento total da linha de vida: 155,20 m
- Taxa de alongamento do cabo 4,00%
- Taxa de perda no corte e dobra 10,00 %
- Comprimento total com alongamento + perda no corte e dobra do cabo:
- Total: 155,20 x 1,14 = 176,93 m
A implantação do sistema de linha de vida visa garantir a segurança dos trabalhadores responsáveis por fazerem a manutenção nos locais mencionados acima compreendendo toda área de operação do galpão.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A implantação do sistema de linha de vida visa garantir a segurança dos trabalhadores responsáveis por fazerem a manutenção nos locais mencionados acima compreendendo toda área de operação do galpão.
De acordo com Sampaio e Simon (2017, p. 45): Linha de Vida:
As linhas de vida flexíveis horizontais podem ser fabricadas em corda de fibra sintética, fitas ou cabo de aço. Se a utilização for fita ou cordas, o fator de segurança a ser empregado deve ser de no mínimo 3 vezes a carga atuante. Para o caso de cabos de aço, o fator de segurança deve ser no mínimo 2 vezes a carga atuante. A corda sintética flexível de linhas de vida deve ser produzida de filamentos sintéticos virgens ou fibras sintéticas com multifilamentos, apropriadas para o uso pretendido.
Conforme demonstrado em projeto, o mesmo dimensiona com coeficiente de segurança sempre maior que 3,5 a medida coletiva de segurança através da linha de vida, estando de acordo com as normas vigentes. Portanto, é possível permitir o trabalho de 2 pessoas por vão da linha de vida em um mesmo pavimento, considerando peso médio de 100 kg, em plenas condições de segurança com o coeficiente indicado acima. É importante salientar que além da chance de queda de 2 pessoas em um mesmo vão é pequena, a NBR15. 834/2010, sugere a força de queda de 600 kgf, que é de 2,7 vezes menor que a força utilizada, e carga correspondente a 20% menos para a segunda queda. Caso optar por poder trabalhar até 2 pessoas em um mesmo vão, é necessário utilizar os pontos de ancoragem por olhais com espessura de solda superior a espessura da chapa metálica dos olhais.
Quadro 01 – dados do projeto:
DADOS DO PROJETO | ||
PARÂMETROS | VALOR | AUTOR |
Quantidade de operadores simultâneos | 2 | Autor |
Peso máximo de cada operador | 100 kgf | NBR 16325-2 |
Força máxima de impacto em caso de queda | 600 kgf | NBR 16325-2 |
Carga máxima que os pontos de ancoragem devem suportar | 1600 kgf | NR 18 |
Zona livre de queda ZLQ | 6,70 m | Autor |
Distância da linha de vida até o teto | 2,00 m | Autor |
Comprimento máximo de cada linha de vida | 13,31 m | Autor |
Distância de cada vão entre os pontos de ancoragem | 12,80 m | Autor |
Resistência mínima a tração do cabo de aço | 160 kgf/mm² | NR 18 |
Toda atividade executada acima de 2,00 metros do nível inferior é considerada trabalho em altura. Atividade em altura exige o uso de proteção coletiva contra queda, conforme é proposto na NR-35.
O sistema de ancoragem é definido no Anexo II da Norma Regulamentadora NR – 35 (2012), como:
“conjunto de componentes que incorpora um ou mais pontos de ancoragem, aos quais podem ser conectados Equipamentos de Proteção Individual (EPI) contra quedas, diretamente ou por meio de outro componente e projetado para suportar forças aplicáveis”.
Quadro 02: Materiais para instalação da linha de vida
MATERIAIS PARA A INSTALAÇÃO DA LINHA DE VIDA | |
ITEM | DESCRIÇÃO |
1 | CABO DE AÇO |
2 | OLHAIS DE FIXAÇÃO |
3 | ESTICADOR |
4 | LAÇO COM GRAMPOS |
5 | SAPATILHO PESADO |
6 | GRAMPOS |
7 | CINTAS |
Considerações:
Queda do trabalhador a partir do repouso.
Cinto de Segurança: Tipo paraquedista
Talabarte: Comprimento: 1,3 metros com absorvedor de energia.
Variação do comprimento do talabarte (AX) = 3% = 0,039 m.
O talabarte está fixado a linha de vida, e a mesma será acionada em caso de queda do trabalhador. No momento em que o talabarte chega ao final do curso, ocorre uma desaceleração brusca devido à captura do operário pela linha de vida.
A Força transferida a linha de vida e dada pela variação da quantidade de movimento do trabalhador que passa da velocidade máxima de queda ao repouso, em uma fração de tempo extremamente pequena. Esta fração de tempo e determinada pela AX, que é a variação de comprimento do cinto do talabarte devido a sua elasticidade intrínseca adicionado ao comprimento do absorvedor de energia e pela velocidade inicial da desaceleração até o repouso.
Calculo da velocidade máxima de Queda:
V=V 2gL= onde g= 9,81 m/s2 eL= 1,3 m.
V= V 2×9,81×1,3=
V=5,05 m/s
Calculo do Tempo de Desaceleração:
At = Ax/Vd ondeAx=0,75m + 0,039m ; e Vd= Velocidade de desaceleração
Vd=V/2= 5,05 / 2 =
Vd= 2,52 m /s2
At= Ax/Vd= 0,0789/2,525=
At= 0,31 s
Cálculo da Força de Queda a ser suportado pela linha de vida:
F= AP/At = F= A(P+V)/At
F=A(100 kg x 5,05) /0,31=
F=1629,03 k m/s/s=
F=1629,03 kgf
A força transferida para a linha de vida gerada pela captura de um trabalhador de 100 kg em queda livre será de 1629,03 kgf.
Dimensionamento da Flecha:
Aqueda livre é a distância que o trabalhador começa a cair até o ponto que inicia a retenção da queda. A distância de queda livre determina a velocidade da queda e a força exercida sobre o sistema. Quanto maior a queda livre, maior a desaceleração e a distância de queda. E importante diminuirá queda livre e mantê-la menor possível. A localização do ponto de ancoragem e o comprimento do talabarte irão a afetar a queda livre, conforme valores mostrados na tabela 01.
Altura queda livre (h) = flecha + talabarte – distancia da periferia.
Fator de queda (r):
O fator de queda deve ser menor que 2, conforme mostrado abaixo e o fator de queda representa a altura da queda livre pelo tamanho do talabarte. Os valores do fator de queda são obtidos na tabela 01.
R=h/L e r deve ser menor ou igual a 2.

Figura 01 – Classificação de queda
Fonte: Guia prático para cálculo de linha de vida (2017).

Figura 02 – Valores para os fatores queda
Fonte: Guia prático para cálculo de linha de vida (2017).
Para a realização do trabalho na linha de vida é imprescindível à utilização de cinto de segurança e talabarte, onde se recomenda 1 equipamento de cada por funcionário, conforme referências abaixo, que foram utilizadas nos cálculos do projeto. Recomenda-se a utilização de talabarte duplo, para mobilidade entre as linhas e impedir ausência momentânea de conexão dos trabalhadores à linha de vida.
Talabarte duplo com absorvedor de energia, Athenas, modelo AT 707 Y FT ABS, C.A: 27064-29343-29347-29348-29349-29352-29352.

Figura 03 – Talabarte duplo com absorvedor de energia
Fonte: www.google.com

Figura 04– Representação do esquema de absorvedor de energia
Fonte: Guia prático para cálculo de linha de vida (2017).
Os Epi deve ser utilizado de maneira cuidadosa e criteriosa tem a função de proteger individualmente cada servidor de possíveis lesões quando da ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Portanto, o EPI não evita os acidentes em si, mas protege o servidor quando o risco estiver ligado à função ou ao seu cargo e à exposição ao agente.

Figura 05 – Cinto de segurança tipo paraquedista
Fonte: www.google.com
CONCLUSÃO
Conforme demonstrado no projeto o mesmo dimensiona com coeficiente de segurança igual ou superior a 3,5 para as medidas coletivas de segurança como linha de vida, estando de acordo com as normas vigentes.
Pode ser concluído através deste trabalho que a estrutura apresentada atende sua finalidade, recomendando seguir a risca as orientações. Da análise da montagem por um profissional capacitado, conclui-se ser imprescindível que a mesma seja adequada aos requisitos estabelecidos neste relatório ou superior, com acompanhamento técnico qualificado.
Portanto, é possível permitir o trabalho de duas pessoas por vão da linha de vida em um mesmo pavimento, considerando peso médio de 100 Kg, em plenas condições de segurança com o coeficiente indicado acima. E importante salientar que além da chance de queda de 2 pessoas em um mesmo vão é pequena, a NBR 15.834/2010, sugere a força de queda de 600 Kgf que e 2,7 vezes menor que a força utilizada e carga correspondente a 20% menos que a segunda queda.
A proposição de sistemas de proteção contra quedas de altura está baseada na NR-18 e demais normas técnicas de cálculo estrutural. A garantia do projeto e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que deverá permanecer junto do projeto.
O projeto não se responsabiliza, portanto, por qualquer problema que poderá ocorrer pela falta de conservação e manutenção e manutenção dos elementos de segurança aqui verificados estruturalmente devendo haver inspeção do responsável técnico e sua liberação para utilização dos elementos aqui projetados, após a conclusão da montagem.
Deverá ser observada constantemente a carga limite para qual o equipamento foi dimensionado, sem ultrapassa-la, com prejuízo de ineficiência, até acidente.
A implantação, execução, montagem e fiscalização e de responsabilidade do Contratante e qualquer alteração no projeto deve ser autorizada pelo projetista. A ausência desta invalida o sistema.
Por fim, como sugestão recomenda-se ao contratante a observar os itens relacionados à construção das linhas de vidas nas normas regulamentadoras NR-18 e NR-35.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARMANO HENRIQUE. Técnicas de Segurança do Trabalho. 1º ed. São Paulo, 2008.
ABNT NBR ISO 2408/2008- cabos de aço para uso geral.
Segurança e Medicina do Trabalho, 70 Ed. Editora Atlas. São Paulo,2012, 1033.pg.
RPT 01- Recomendação Técnica de Procedimentos. Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura, FUNDACENTRO,1999
NR 18- Ministério do Trabalho
NR 35- Trabalho em Altura
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 11900: Extremidade de laços de cabos de aço. Rio de Janeiro, 1991.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 11900-4: Terminal para cabo de aço – Parte 4: Grampos leve e pesado. Rio de Janeiro, 2016.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14628: Equipamento de proteção individual – trava-quedas retrátil: especificação e método de ensaio. Rio de Janeiro, 2000.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 16325-2: Proteção contra quedas de altura – Parte 2: Dispositivos de ancoragem tipo C. Rio de Janeiro, 2014.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 8800: Projeto de Estruturas de aço e de Estruturas Mistas de aço e de Concreto de edifícios. Rio de Janeiro, 2008
JOSE SAMPAIO, ROBERTO SIMON. Guia Prático para Cálculo de Linha de Vida e Restrição para Industria da Construção. Serviço Social da Indústria, [s. l.], 5 maio 2017. Disponível em: https://cbic.org.br/wp-ontent/uploads/2017/12/guia_pratico_para_calculo_de_linha_de_vida_e_restricao_para_industria_da_construcao.pdfacesso em 07 de agosto de 2023.